segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Permitir?



- Venha me siga, vamos de acordo com o que queremos. Vamos deixar os erros e os acertos nos definir, mas no final faremos de tudo isso um grande filme com direito ao Oscar. Me propôs Alice, mais uma vez em meus sonhos. 
     A como eu queria acreditar nessa doce voz de Alice... Ela sempre embala minhas noites, com seus devaneios loucos e fantásticos naquela terra. E sempre me faz a mesma proposta. 
        Queria tanto acreditar em sua palavra, em seu chamado, em sua proposta, mas só adulto o suficiente para saber que não existe outro mundo além desse. 
- Mas e o dentro de sua mente? . Me assusto comigo mesmo, na verdade com a voz dentro de mim. - Talvez você não me conheça, sou sua parte positiva e fantasiosa, pois é, isso existe em você. E sou eu quem produzo todos os seus sonhos bons. 
- Os de Alice também. Pergunto baixinho para que ninguém perceba o meu grau de insanidade. Respiro fundo e sorriu baixinho, qual deve ser meu problema? .
- Tudo bem, belo garota da casa azul, seja feliz criei seu próprio mundo sem medo de ser feliz ou de explora-lo. 
      E desse vez senti. Senti o quanto eu podia ser positivo, e o quanto o meu eu positivo estava intensamente ,me impulsionando para isso. 
        Talvez eu devesse sair daquela casa escura, talvez eu devesse me juntar as demais crianças a pular amarelinha e jogar bola de gude, talvez eu devesse ao menos como a Alice e meu eu positivo dentro de mim me permitir. 

-Renato Almeida

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sexta-feira, 12 de julho de 2013

{De mãos dadas}


De mãos dadas, lá íamos nós em busca do nosso futuro, em busca não de um lugar bom, mas sim do lugar onde pudéssemos nos unir totalmente. Compartilhar as tristezas e dores um do outro e assim encontrar algum motivo para estarmos ainda respirando, para estarmos vivos, motivos para ainda mesmo depois de toda uma vida nada confortante, lembrar-se de encontrar algum motivo para sorrir..., ou para simplesmente recomeçar... Sem medo, sem um aperto sufocado no abismo que é nosso coração, sem lágrimas nos olhos ao olhar para o passado e ver o quanto de coisas nós deixamos para trás, ou nos deixaram, simplesmente irmos em frente, traçando um novo caminho, unidos, de mãos dadas.

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quinta-feira, 4 de julho de 2013

A luz... Nós dois...

  

   Você estava ofegante, eu não conseguia ver o que em você a cinco minutos atrás era um sorriso. Estava sentindo o meu sangue saindo de meu corpo. Tão fácil, tão rápido, ainda podia ouvi o barulho do disparo se propagar em meu ouvido, a dor tinha sido amortecida pela surpresa.
   Alguém havia descoberto nosso esconderijo, alguém disparou em minha direção, mas poupara minha amada. Meus olhos estavam ficando embaçado, ela ainda gritava amaldiçoando ao homem que me feria, pedia insistentemente que eu mantivesse os olhos abertos, pedia por socorro, mas a verdade é que tanto ela como eu sabia que já era tarde. 
   Senti uma paz em mim, e então havia partido. Mesmo morto queria saber como ela estava, e me vi saindo do meu próprio corpo, e indo consola-la, certamente ela não me via alisar sua face e beijar sua boca, mas de repente ela ficou mais calma como se não pudesse ver, mas sim senti. Aos poucos ela foi se conformando, e cada vez mais eu sentia que não pertencia, mas ao mundo, suspirei fundo quando vi uma luz intensa e translucida me captura, se aquilo acontecesse comigo ainda vivo diria que estava sendo capturado por aliens, mas não estava ainda indo a um lugar bonito esperar ansiosamente por minha amada.
   Não demorou muito para que eu pudesse ouvi seus pedidos, ela pedia que a morte se aproximasse para que assim pudesse voltar a vida, e como um presente, esse dia chegou, e lá sobre as nuvens e toda a beleza de um jardim infinitos de flores lindas nos encontrarmos e assim poderíamos e iriamos viver um amor eterno e puro... 
Renato Almeida
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quinta-feira, 27 de junho de 2013

O que temos para mostrar?




O que temos para mostrar?
Sentimentos áridos e pó para o corvo.
Não podemos nem mesmo saber
Quando é hora de ir
Essa é a maneira de ver o fim
Brilhando ao longo da curva do rio
Não é adeus meu único amigo
Ontem começou mais uma vez.












domingo, 23 de junho de 2013

"Tempos que não voltam mais..."

Hoje, voltas-me o rosto, se ao teu lado
passo. E eu, baixo os meus olhos se te avisto.
E assim fazemos, como se com isto,
pudéssemos varrer nosso passado.

Passo esquecido de te olhar, coitado!
Vais, coitada, esquecida de que existo.
Como se nunca me tivesses visto,
como se eu sempre não te houvesse amado

Mas, se às vezes, sem querer nos entrevemos,
se quando passo, teu olhar me alcança
se meus olhos te alcançam quando vais.

Ah! Só D'us sabe! Só nós dois sabemos.
Volta-nos sempre a pálida lembrança. 
Daqueles tempos que não voltam mais!




Guilherme Almeida