Você
estava ofegante, eu não conseguia ver o que em você a cinco minutos atrás era
um sorriso. Estava sentindo o meu sangue saindo de meu corpo. Tão fácil, tão
rápido, ainda podia ouvi o barulho do disparo se propagar em meu ouvido, a dor
tinha sido amortecida pela surpresa.
Alguém havia descoberto nosso esconderijo,
alguém disparou em minha direção, mas poupara minha amada. Meus olhos estavam
ficando embaçado, ela ainda gritava amaldiçoando ao homem que me feria, pedia insistentemente
que eu mantivesse os olhos abertos, pedia por socorro, mas a verdade é que
tanto ela como eu sabia que já era tarde.
Senti uma paz em mim, e então havia
partido. Mesmo morto queria saber como ela estava, e me vi saindo do meu
próprio corpo, e indo consola-la, certamente ela não me via alisar sua face e
beijar sua boca, mas de repente ela ficou mais calma como se não pudesse ver,
mas sim senti. Aos poucos ela foi se conformando, e cada vez mais eu sentia que
não pertencia, mas ao mundo, suspirei fundo quando vi uma luz intensa e
translucida me captura, se aquilo acontecesse comigo ainda vivo diria que
estava sendo capturado por aliens, mas não estava ainda indo a um lugar bonito
esperar ansiosamente por minha amada.
Não demorou muito para que eu pudesse ouvi seus pedidos, ela pedia que a morte se aproximasse para que assim pudesse voltar a vida, e como um presente, esse dia chegou, e lá sobre as nuvens e toda a beleza de um jardim infinitos de flores lindas nos encontrarmos e assim poderíamos e iriamos viver um amor eterno e puro...
Renato Almeida
Se gostou desse texto me visite em meu Blog: realidadecaotica.blogspot.com.br
Gostei bastante do texto, uma bela visão do acontecido. Gostei da profundidade do texto.
ResponderExcluirBeijos
neversaynever-believe.blogspot.com.br
Vc tem talento! Muito bom!
ResponderExcluirAlgo profundo e lindo de se ler. ^_^
Resenha #94 - Desejo À Meia-Noite - Lisa Kleypas.
Confere lá!
Manuscrito de Cabeceira
Bjs.